Resumo da Notícia
Octavio Guedes se irritou com Malu Gaspar durante uma discussão ao vivo no Estúdio i, da GloboNews, nesta sexta-feira (11). O comentarista interrompeu a colega depois que ela questionou quais documentos, na avaliação dele, ainda precisariam ser divulgados antes da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para a próxima terça-feira (15).
O debate aconteceu em meio à nova fase da crise envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e André Mendonça. O STF analisa documentos da Polícia Federal que reúnem mensagens atribuídas a conversas de Vorcaro com um contato identificado no celular como sendo o ministro Moraes.
O que aconteceu entre Octavio Guedes e Malu Gaspar?
Meu Deus! O Octavio Guedes acaba de perder a paciência com a Malu Gaspar e jogou na cara dela que na GloboNews eles estão ali como repórteres, não como advogados de ministro. pic.twitter.com/Algf4HsGaE
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) September 11, 2026
Durante a discussão, Guedes afirmou que havia conversado com ministros do STF que consideravam necessário conhecer a íntegra dos materiais relacionados ao caso antes de qualquer julgamento.
Segundo o jornalista, ainda faltariam arquivos de mídia, como capturas de tela, gravações de tela e áudios. Ele também relatou que existia a expectativa de entrega de uma memória externa cujo conteúdo ainda não havia sido conhecido.
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A informação provocou uma reação de Malu Gaspar. A comentarista questionou quais documentos, especificamente, Guedes considerava necessários para completar o material disponível.
“Queria entender que tipo de documento o Octavio acha que precisa vir à tona”, disse Malu.
Guedes a interrompeu imediatamente.
“Malu, não sou eu, não. Desculpa, assim, não”, respondeu.
“Você falou agora”, rebateu a jornalista.
Guedes diz que estava apenas relatando informações de ministros
Após a interrupção, Octavio Guedes explicou que não estava apresentando uma opinião pessoal sobre quais documentos deveriam ser divulgados.
“Estou dizendo que ouvi ministros e que esses ministros alegam que, para julgar o caso, precisam ter conhecimento de todo o material. Eu não sou ministro e não estarei lá na terça-feira, não sou eu, não estou advogando nada”, afirmou.
O comentarista continuou dizendo que estava exercendo seu trabalho jornalístico ao transmitir informações obtidas com fontes do Judiciário.
“Eu estou aqui de repórter, ouvindo e trazendo informação. Não estou advogando para ninguém”, completou.
A reação ocorreu em tom mais ríspido do que o restante do debate, mas a conversa prosseguiu normalmente. Malu Gaspar continuou sua argumentação sem nova interrupção de Guedes.
Malu Gaspar questiona necessidade de novos documentos
Na sequência, Malu sustentou que o material já tornado público apresentava elementos suficientes para a discussão prevista no STF.
A comentarista citou as mensagens divulgadas após André Mendonça retirar parte do sigilo de documentos relacionados ao caso e afirmou que já existe um conjunto relevante de informações sobre a relação entre Vorcaro e Moraes.
Ela também destacou que as mensagens fazem parte de uma investigação da Polícia Federal e que o conteúdo já divulgado permite compreender parte das relações analisadas pelos investigadores.
O relatório da PF, de fato, reúne mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro e menciona contatos com autoridades, incluindo um interlocutor identificado como Alexandre de Moraes. O material foi enviado ao STF e passou a ser analisado no contexto da crise envolvendo o Banco Master.
Por que os ministros discutem o acesso aos documentos?
A divergência apresentada no Estúdio i ocorre porque parte dos documentos relacionados ao caso ainda estava sob sigilo nesta sexta-feira.
André Mendonça havia retirado o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso, mas outros documentos permaneceram restritos. Alexandre de Moraes posteriormente criticou o que chamou de “escolha seletiva” na liberação do material e pediu ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, que determinasse o levantamento integral dos sigilos.
Moraes afirmou que a divulgação parcial poderia deixar de fora informações importantes para a análise do caso.
Fachin, por sua vez, determinou que Mendonça retirasse o sigilo dos documentos que integram as investigações, preservando apenas informações cuja divulgação pudesse prejudicar diligências ainda em andamento.
O que está em discussão no STF?
A sessão extraordinária marcada para terça-feira (15) ocorre em meio à disputa sobre a forma como os documentos do caso Master foram disponibilizados e sobre os elementos envolvendo Alexandre de Moraes.
O relatório da Polícia Federal analisou o conteúdo do celular de Vorcaro e trouxe mensagens atribuídas a um contato salvo com o nome do ministro. O material também aborda outros contatos e relações envolvendo autoridades e pessoas próximas ao ex-banqueiro.
A discussão, portanto, não se limita à quantidade de mensagens já divulgadas. Também envolve quais documentos ainda permanecem sob sigilo e se o conjunto disponibilizado aos ministros é suficiente para a análise que será feita pelo plenário.
Moraes pede fim do sigilo de todo o caso Master
Na própria sexta-feira (11), Alexandre de Moraes encaminhou um ofício a Fachin no qual criticou a divulgação parcial dos documentos.
O ministro pediu o levantamento imediato de todo e qualquer sigilo relacionado ao caso, argumentando que a liberação integral evitaria uma seleção subjetiva dos documentos.
Segundo informações divulgadas nesta sexta, cerca de 180 documentos ainda permaneciam sob sigilo após a divulgação parcial determinada por Mendonça.
A movimentação aumentou a tensão dentro do STF e ampliou o debate sobre quais informações deverão estar disponíveis antes da sessão de terça-feira.
