Octavio Guedes se irrita com Malu Gaspar ao vivo na GloboNews: “Desculpa, assim, não”

Comentarista interrompeu Malu Gaspar durante debate sobre documentos do caso Banco Master e afirmou que estava apenas relatando informações obtidas com ministros do STF
Octavio Guedes se irrita com Malu GasparOctavio Guedes se irrita com Malu Gaspar
Octavio Guedes se irrita com Malu Gaspar. Foto: Reprodução/GloboNews

Resumo da Notícia

  • Octavio Guedes e Malu Gaspar tiveram um momento de tensão ao vivo na GloboNews durante uma discussão sobre os documentos do caso Banco Master e a sessão extraordinária prevista no Supremo Tribunal Federal.
  • Guedes afirmou que ouviu ministros do STF dizerem que ainda faltariam materiais, como prints, gravações de tela e áudios, para que os integrantes da Corte tivessem conhecimento completo do conteúdo que será analisado.
  • Ao ser questionado por Malu sobre quais documentos ainda precisariam aparecer, Octavio Guedes reagiu e interrompeu a colega, explicando que não estava defendendo uma posição, mas apenas relatando informações obtidas com suas fontes.
  • A discussão ocorre enquanto Alexandre de Moraes e André Mendonça divergem sobre a liberação dos documentos do caso Master. Moraes criticou a divulgação parcial e pediu a Fachin o levantamento integral dos sigilos.
  • O episódio ganhou importância porque ocorre às vésperas da sessão do STF marcada para terça-feira (15), em que os ministros deverão analisar questões relacionadas ao relatório da Polícia Federal e às mensagens atribuídas a conversas de Daniel Vorcaro com um contato identificado como Alexandre de Moraes.
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Octavio Guedes se irritou com Malu Gaspar durante uma discussão ao vivo no Estúdio i, da GloboNews, nesta sexta-feira (11). O comentarista interrompeu a colega depois que ela questionou quais documentos, na avaliação dele, ainda precisariam ser divulgados antes da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para a próxima terça-feira (15).

O debate aconteceu em meio à nova fase da crise envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e André Mendonça. O STF analisa documentos da Polícia Federal que reúnem mensagens atribuídas a conversas de Vorcaro com um contato identificado no celular como sendo o ministro Moraes.

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O que aconteceu entre Octavio Guedes e Malu Gaspar?

Durante a discussão, Guedes afirmou que havia conversado com ministros do STF que consideravam necessário conhecer a íntegra dos materiais relacionados ao caso antes de qualquer julgamento.

Segundo o jornalista, ainda faltariam arquivos de mídia, como capturas de tela, gravações de tela e áudios. Ele também relatou que existia a expectativa de entrega de uma memória externa cujo conteúdo ainda não havia sido conhecido.

A informação provocou uma reação de Malu Gaspar. A comentarista questionou quais documentos, especificamente, Guedes considerava necessários para completar o material disponível.

“Queria entender que tipo de documento o Octavio acha que precisa vir à tona”, disse Malu.

Guedes a interrompeu imediatamente.

“Malu, não sou eu, não. Desculpa, assim, não”, respondeu.

“Você falou agora”, rebateu a jornalista.

Guedes diz que estava apenas relatando informações de ministros

Após a interrupção, Octavio Guedes explicou que não estava apresentando uma opinião pessoal sobre quais documentos deveriam ser divulgados.

“Estou dizendo que ouvi ministros e que esses ministros alegam que, para julgar o caso, precisam ter conhecimento de todo o material. Eu não sou ministro e não estarei lá na terça-feira, não sou eu, não estou advogando nada”, afirmou.

O comentarista continuou dizendo que estava exercendo seu trabalho jornalístico ao transmitir informações obtidas com fontes do Judiciário.

“Eu estou aqui de repórter, ouvindo e trazendo informação. Não estou advogando para ninguém”, completou.

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A reação ocorreu em tom mais ríspido do que o restante do debate, mas a conversa prosseguiu normalmente. Malu Gaspar continuou sua argumentação sem nova interrupção de Guedes.

Malu Gaspar questiona necessidade de novos documentos

Na sequência, Malu sustentou que o material já tornado público apresentava elementos suficientes para a discussão prevista no STF.

A comentarista citou as mensagens divulgadas após André Mendonça retirar parte do sigilo de documentos relacionados ao caso e afirmou que já existe um conjunto relevante de informações sobre a relação entre Vorcaro e Moraes.

Ela também destacou que as mensagens fazem parte de uma investigação da Polícia Federal e que o conteúdo já divulgado permite compreender parte das relações analisadas pelos investigadores.

O relatório da PF, de fato, reúne mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro e menciona contatos com autoridades, incluindo um interlocutor identificado como Alexandre de Moraes. O material foi enviado ao STF e passou a ser analisado no contexto da crise envolvendo o Banco Master.

Por que os ministros discutem o acesso aos documentos?

A divergência apresentada no Estúdio i ocorre porque parte dos documentos relacionados ao caso ainda estava sob sigilo nesta sexta-feira.

André Mendonça havia retirado o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso, mas outros documentos permaneceram restritos. Alexandre de Moraes posteriormente criticou o que chamou de “escolha seletiva” na liberação do material e pediu ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, que determinasse o levantamento integral dos sigilos.

Moraes afirmou que a divulgação parcial poderia deixar de fora informações importantes para a análise do caso.

Fachin, por sua vez, determinou que Mendonça retirasse o sigilo dos documentos que integram as investigações, preservando apenas informações cuja divulgação pudesse prejudicar diligências ainda em andamento.

O que está em discussão no STF?

A sessão extraordinária marcada para terça-feira (15) ocorre em meio à disputa sobre a forma como os documentos do caso Master foram disponibilizados e sobre os elementos envolvendo Alexandre de Moraes.

O relatório da Polícia Federal analisou o conteúdo do celular de Vorcaro e trouxe mensagens atribuídas a um contato salvo com o nome do ministro. O material também aborda outros contatos e relações envolvendo autoridades e pessoas próximas ao ex-banqueiro.

A discussão, portanto, não se limita à quantidade de mensagens já divulgadas. Também envolve quais documentos ainda permanecem sob sigilo e se o conjunto disponibilizado aos ministros é suficiente para a análise que será feita pelo plenário.

Moraes pede fim do sigilo de todo o caso Master

Na própria sexta-feira (11), Alexandre de Moraes encaminhou um ofício a Fachin no qual criticou a divulgação parcial dos documentos.

O ministro pediu o levantamento imediato de todo e qualquer sigilo relacionado ao caso, argumentando que a liberação integral evitaria uma seleção subjetiva dos documentos.

Segundo informações divulgadas nesta sexta, cerca de 180 documentos ainda permaneciam sob sigilo após a divulgação parcial determinada por Mendonça.

A movimentação aumentou a tensão dentro do STF e ampliou o debate sobre quais informações deverão estar disponíveis antes da sessão de terça-feira.

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