Jornal Nacional sofre com estreia de Faustão e tem pior audiência do ano durante a semana

Jornal Nacional
Foto: Divulgação/Globo
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O “Jornal Nacional” se manteve na liderança isolada em audiência na noite da última segunda-feira (17). Contudo, o principal telejornal do país sofreu com a estreia de Faustão na Band e anotou o pior índice de 2022 em um dia útil.

Ademais, apresentado por William Bonner e Ana Luíza Guimarães, o “JN” teve 20.4 pontos de média. Para efeitos de comparação, na segunda da semana passada, o jornal cravou 23.6 pontos de média e foi a maior audiência do dia na Globo.

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Enquanto isso, Faustão estreou com 8.3 pontos e tirou a briga da vice-liderança das mãos de SBT e Record. As emissora anotaram no mesmo período 7.6 e 7.1 pontos, respectivamente.

Enquanto o “Jornal Nacional” amarga baixa audiência

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios negou o pedido de prisão para William Bonner. O pedido veio do bolsonarista e ex-candidato a deputado pelo PSL, Wilson Issao Koressawa, com a justificativa de que o jornalista estava incentivando o suicídio, após incentivar a vacinação contra a Covid-19 em crianças e adolescentes.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a ação acusa o jornalista de participar de uma suposta organização criminosa para falar sobre os impactos positivos do imunizante no combate da doença.

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Wilson denunciou Bonner por “envenenar água potável, de uso comum ou particular, ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo”. Na decisão do último domingo (16), a juíza Gláucia Falsarella Pereira Foley não viu fundamento nas alegações da acusação. “O poder Judiciário não pode afagar delírios negacionistas, reproduzidos pela conivência ativa – quando não incendiados – por parte das instituições, sejam elas públicas ou não”.

“Além disso, a decisão do Supremo Tribunal Federal, na ADPF 130/DF, consagrou o entendimento de que o exercício da liberdade de imprensa assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, especialmente contra autoridades e agentes do Estado. Para Eugênio Bucci, aliás, mais do que direito do jornalista, a liberdade de informação é direito do cidadão e dever da imprensa”, disse, em trecho do despacho.

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