Resumo da Notícia
Neste domingo, 23 de novembro, o filme da Domingo Maior programado para a sessão cinematográfica promete uma viagem repleta de drama policial! Desta vez, a Globo programou a exibição do longa “Infiltrado na Klan”, de 2018.
Dirigido por Spike Lee, o longa conta a história verdadeira de Ron Stallworth, policial negro que, nos anos 70, infiltrou-se na Ku Klux Klan. A seguir, veja curiosidades que vão além da trama.
1. Base real: um agente infiltrado na Ku Klux Klan
O filme se inspira no livro de memórias de Ron Stallworth, que em 1978, como policial em Colorado Springs, conseguiu contato telefônico com membros da KKK. Quando precisava comparecer pessoalmente, enviava seu parceiro branco, Flip Zimmerman.
Stallworth, que vive sob anonimato em parte da história real, chegou a conversar diretamente, por correspondência, com figuras de alto escalão da Klan, como David Duke.
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2. Spike Lee como diretor militante
Spike Lee, cineasta conhecido por produções politicamente engajadas, assina o roteiro junto com Charlie Wachtel, David Rabinowitz e Kevin Willmott.
O filme estreou no Festival de Cannes de 2018, onde ganhou o prêmio Grand Prix, reforçando sua força artística e política.
3. Construção de cenários icônicos
A produção recriou a Colorado Springs dos anos 70 em locações de Nova York, especialmente no bairro de Ossining.
O designer de produção Curt Beech projetou três ambientes principais: a delegacia, o apartamento de Stallworth e a casa de um membro da Klan. Cada cenário carrega simbologia: a casa do membro da KKK tem papel de parede floral e um porão que funciona como uma espécie de esconderijo.
4. Trilha sonora reforça o contexto histórico
A trilha sonora foi cuidadosamente escolhida para dialogar com a cultura negra da época. Entre os artistas presentes, estão James Brown e Marvin Gaye, cujas músicas reforçam o tema de resistência racial.
Essa seleção musical ajuda a ambientar o telespectador na década de 70, reforçando a atmosfera de luta e identidade presente no filme.
5. Elementos ficcionais e polêmica histórica
Embora baseado em fatos reais, o filme toma liberdades dramatúrgicas: algumas cenas foram alteradas ou criadas para dar mais tensão ou humor à história.
Por exemplo, não há evidência histórica de que Stallworth tenha desarmado uma bomba ou impedido ataques explosivos, cenas usadas no filme.
Além disso, figuras como Ron e Zimmerman foram adaptadas: na vida real, Stallworth recrutou agentes diferentes para desempenhar o papel “branco” nas reuniões da Klan.
6. Recepção, prêmios e impacto cultural
O filme foi bem recebido pela crítica: tem nota alta no Rotten Tomatoes e é elogiado por seu equilíbrio entre humor e denúncia.
Nas premiações, Infiltrado na Klan ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, sendo o primeiro prêmio competitivo de Lee na Academia.
O longa também dialoga fortemente com debates contemporâneos sobre racismo, supremacia branca e violência institucional, o que reforça sua relevância para o público atual.
7. Críticas e divergências
Alguns críticos e personalidades apontam que o filme “suaviza” certas realidades históricas. Por exemplo, Boots Riley, cineasta, acusou Spike Lee de tornar a narrativa mais palatável, retratando policiais brancos como aliados em vez de vilões estruturais.
Também foi destaque a forma como o filme mistura elementos cômicos com trama séria — para muitos, isso ajuda a trazer o tema para mais pessoas; para outros, pode diluir a gravidade do racismo.
Trailer:
Filme do Domingo Maior hoje, dia 23/11/2025
- Infiltrado na Klan
- Quando e que horas começa? hoje, domingo, a partir de 00h20 (horário de Brasília)
- Onde assistir? canal aberto da TV Globo em todo o Brasil.
