Globo Repórter mostra os efeitos da dopamina, o “hormônio do bem-estar” (22/08)

Conhecida como o “hormônio do bem-estar”, a dopamina pode ser aliada da saúde mental, mas também está ligada a vícios e dependências modernas. O Globo Repórter desta sexta-feira (22) investiga como equilibrar seus efeitos
Dopamina é a protagonista do Globo Repórter
Dopamina é a protagonista do Globo Repórter. Foto: Reprodução/Globo

Resumo da Notícia

  • Dopamina regula motivação, prazer e busca por recompensas
  • Diferença entre dopamina saudável e dopamina “barata”
  • Dependência tecnológica aumenta consumo de dopamina rápida
  • Dopamina influencia sono, sonhos, Parkinson e depressão
  • Atividades simples e hábitos conscientes equilibram dopamina e promovem bem-estar
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No Globo Repórter desta sexta-feira, 22 de agosto de 2025, explora histórias de pessoas que aprenderam a equilibrar a dopamina e transformar a rotina, com reportagens de Jean Raupp e Philipe Guedes.

Conhecida como a “molécula do desejo” ou o “hormônio do bem-estar”, a dopamina desempenha papel central na motivação e na busca pelo prazer. Ela está presente em atividades cotidianas, como redes sociais, jogos, alimentação, cigarro e até mesmo trabalho.

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Dopamina saudável x dopamina “barata”

O doutor em Saúde Luciano Henrique Pinto, da Universidade de Joinville (SC), explica que a dopamina tem dois efeitos principais:

  • Dopamina saudável: liberada por hábitos benéficos, como exercícios, pequenas conquistas e lazer consciente, ajuda a reduzir ansiedade e depressão.
  • Dopamina “barata”: causada por estímulos rápidos e intensos, como redes sociais ou jogos, provoca sensação de prazer passageira e pode gerar dependência, ansiedade e mal-estar.

“O efeito da dopamina ‘barata’ é rápido, mas passageiro. Isso leva a uma busca constante por recompensas, que nem sempre são alcançadas”, afirma Luciano.

Dependência tecnológica e impacto cultural

O uso excessivo de celulares e telas tem gerado dependência crescente, especialmente entre jovens. Samuel Henrique Morais, 17 anos, relata:

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“Usar o celular por mais de três horas compromete meus estudos e minha capacidade para algumas coisas. Preciso ter consciência de que, se eu usar demais, vou me prejudicar.”

Segundo Sheila Niskier, da Universidade de São Paulo, o Brasil é o segundo país do mundo em tempo gasto na internet, com 9 horas e 13 minutos por dia em redes sociais. Isso evidencia a relação entre dopamina e comportamento digital.

Dopamina, sonhos e doenças neurológicas

Philipe Guedes destaca pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que investigam o papel da dopamina em jogos, sonhos e sono. O neurocientista Sidarta Ribeiro, do Instituto do Cérebro, explica que a dopamina é essencial para motivação e ação, e sua ausência está ligada à doença de Parkinson e à depressão.

“Quando há problemas no sistema dopaminérgico, como na doença de Parkinson, ocorrem alterações no sono dos sonhos. A dopamina é usada para motivação, para que a pessoa tenha o desejo de se mover em determinada direção, realizar uma ação ou evitar um estímulo aversivo”, afirma Ribeiro.

Pequenas mudanças podem gerar grande bem-estar

O programa enfatiza que atividades simples, como caminhar, contemplar o pôr do sol ou praticar exercícios, geram dopamina de forma saudável e duradoura. “Valorizar pequenas conquistas e atividades conscientes ajuda a reduzir comportamentos repetitivos que provocam mal-estar”, explica Philipe Guedes.

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