Resumo da Notícia
Morreu neste sábado (30), em Porto Alegre, o escritor e cronista Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos. Ele enfrentava complicações de saúde nos últimos anos, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2020, além de conviver com problemas cardíacos e a doença de Parkinson. Recentemente, estava internado no Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha, com um quadro de pneumonia.
Reconhecido como um dos autores mais lidos e admirados do Brasil, Verissimo construiu uma trajetória marcada pela leveza, humor e crítica social, se tornando referência na literatura e no jornalismo nacional.
Trajetória e vida pessoal
Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro de 1936, em Porto Alegre. Filho de Mafalda e do renomado escritor Érico Verissimo, cresceu em um ambiente literário. Aos 16 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde aprendeu a tocar saxofone — instrumento que o acompanhou durante a vida e o levou a participar de grupos musicais, como o Jazz 6.
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De volta ao Brasil, começou sua carreira jornalística em 1966, na Zero Hora, como revisor. Com o tempo, passou a desempenhar outras funções na redação até se firmar como cronista.
Carreira literária e reconhecimento
Com estilo marcado pela ironia fina, humor inteligente e reflexões sobre o cotidiano, Verissimo conquistou leitores de todas as idades.
- Publicou mais de 70 livros ao longo da carreira.
- Teve 5,6 milhões de exemplares vendidos.
- Escreveu para veículos de grande circulação, como O Estado de S.Paulo e O Globo.
- Tornou-se uma das vozes mais influentes da literatura brasileira contemporânea.
Seus textos transitavam entre a crônica, a sátira política, o conto e até mesmo o romance policial. Personagens como a “Velhinha de Taubaté” se tornaram símbolos de sua criatividade e crítica social.

Legado
Luis Fernando Verissimo deixa um legado cultural inestimável, marcado pelo humor refinado e pela habilidade de transformar situações cotidianas em reflexões universais. Sua obra segue presente em escolas, universidades, rodas de leitura e no imaginário coletivo de milhões de brasileiros.
A literatura brasileira perde um de seus nomes mais importantes, mas sua produção continua a inspirar novas gerações de leitores e escritores.
