Morre a atriz Berta Loran, ícone do humor, aos 99 anos no Rio

Atriz polonesa naturalizada brasileira brilhou por mais de 70 anos em programas de humor, novelas, cinema e teatro
Morre Berta Loran
Morre Berta Loran. Foto: Divulgação

Resumo da Notícia

  • Morre no Rio de Janeiro, aos 99 anos, a atriz Berta Loran, ícone do humor.
  • Nascida na Polônia, veio ao Brasil aos 9 anos e iniciou carreira aos 14.
  • Atuou em grandes programas da Globo, como Escolinha do Professor Raimundo e Zorra Total.
  • Também participou de novelas marcantes, como Cambalacho, Ti-Ti-Ti e A Dona do Pedaço.
  • Legado inclui trabalhos no teatro, cinema e mais de 70 anos de carreira artística.
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A televisão brasileira perdeu neste domingo (28) uma de suas figuras mais queridas. A atriz Berta Loran, consagrada em produções de humor da TV Globo, morreu aos 99 anos em um hospital particular de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Nascida em Varsóvia, na Polônia, em 23 de março de 1926, Berta chegou ao Brasil ainda criança, aos 9 anos. Apaixonada pelo palco desde cedo, iniciou sua trajetória artística aos 14 anos e construiu uma carreira de mais de sete décadas.

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Na TV Globo, entrou em 1966 e se destacou em alguns dos principais programas de humor da emissora:

  • Riso Sinal Aberto (1966)
  • Balança Mas Não Cai (1968)
  • Faça Humor, Não Faça Guerra (1970)
  • Satiricom (1973)
  • Planeta dos Homens (1976)
  • Escolinha do Professor Raimundo (1990)
  • Zorra Total (1999)
  • A Grande Família (2012)

Além do humor, também atuou em novelas de sucesso, como Amor com Amor se Paga (1984), Cambalacho (1986), Cama de Gato (2010), Ti-Ti-Ti (2011), Cordel Encantado (2011) e A Dona do Pedaço (2019).

Teatro, cinema e legado de Berta Loran

Berta Loran também deixou sua marca no cinema e no teatro, reafirmando seu talento versátil. Filha de um alfaiate que também atuava em peças voltadas à comunidade judaica no Brasil, herdou da família o gosto pela atuação.

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Em entrevistas, costumava dizer que fazer rir era um dom especial dos intérpretes. A própria atriz contava com bom humor a primeira vez em que subiu ao palco:

“Eu sempre fui trapalhona, traquina, sapeca, danada. Com 14 anos, botei o salto alto da minha mãe e subi no palco. Quebrei o salto e saí mancando. O povo começou a rir. E eu gostei! Pensei comigo: ‘o bom é fazer rir’.”

Despedida

Até a última atualização desta reportagem, não havia informações divulgadas sobre o velório e o sepultamento da atriz.

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