“Paulo, o Apóstolo” mostra que a Record é expert em novelas bíblicas

A telenovela, ou série como a emissora tem se referido a ela, substituiu o fenômeno turco “Força de Mulher” com a difícil missão de manter os altos índices de audiências da trama internacional
Paulo, o Apóstolo, na Record
Paulo, o Apóstolo, na Record. Foto: Reprodução/Record
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Após um período sem apresentar novelas nacionais inéditas, a Record estreou, nesta segunda-feira, sua nova superprodução: “Paulo, o Apóstolo”. A telenovela, ou série como a emissora tem se referido a ela, substituiu o fenômeno turco “Força de Mulher” com a difícil missão de manter os altos índices de audiências da trama internacional.

Neste primeiro capítulo, ficou claro que a emissora da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, não quer brincar em serviço. Uma hiperprodução feita em parceria com a Seriella, e que já é exibida, desde maio no streaming Univer Vídeo.

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Na estreia a TV Record mostrou que é expert na realização de tramas de épocas. A emissora da igreja Universal resolveu explorar o filão bíblico, para agradar o público evangélico que, hoje, representa quase 27% da população brasileira, conforme o Censo de 2022.

A fotografia da novela, assim como sua cenografia, foram o ponto alto da estreia, uma produção que não deve nada às grandes produções do mundo, neste formato histórico. Com cenários grandiosos, a novela tem uma produção mais rebuscada que as telenovelas da Globo, considerada a maior produtora de novelas do mundo.

Outro ponto alto foi a abertura, bem mais criativa que as atuais aberturas da emissora carioca.

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Paulo, o Apóstolo estreia na Record

Logotipo de Paulo, o Apóstolo
Logotipo de Paulo, o Apóstolo. Foto: Reprodução/Record

No elenco, Murilo Cezar, que vive o protagonista Saulo/Paulo, mostrou que tem talento para segurar o herói, e sua química com Anna Melo, que vive Gabriela, foi um ponto alto. Caio Paduan segura bem uma personagem de caráter duvidoso. Floriano Peixoto, mesmo aparecendo pouco, consolida-se como um dos maiores nomes da Record, desde a retomada da teledramaturgia.

A Record tinha tudo para sempre bombar com essas produções. Pena que a emissora, assim como o SBT, tenha desgastado essa fórmula. Se o canal intercalasse as tramas bíblicas com novelas atuais, certamente poderia se valer do sucesso dessas tramas por muitos e muitos anos.

A audiência da estreia mostrou que o público, realmente, se cansou destas tramas. A novela teve média de 6,7 pontos, longe dos mais de 9 que “Força de Mulher” mantinha no horário. Em compensação não fora ameaçada pela estreia da mexicana “As Filhas da Senhora Garcia”, que o SBT estreou no mesmo horário, mas abriu espaço para que “Vale Tudo” subisse na audiência, num capítulo bombástico.

A novela terá cerca de 45 capítulos, não se sabe, porém, o que a emissora irá exibir como substituta. Provavelmente voltará com uma trama turca, já que não há nenhuma novela em produção.

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