“Êta Mundo Melhor!” estreia trazendo o universo de Walcyr Carrasco de volta às 6

Êta Mundo Melhor opinião
Foto: Reprodução
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Encerrou, há pouco, a estreia da nova novela das seis da Globo, “Êta Mundo Melhor!”, trama de Walcyr Carrasco, o guru da emissora e um dos maiores nomes do horário das 18. São as novelas dele que detêm as maiores audiências da faixa neste milênio: “O Cravo e a Rosa”, “Chocolate com Pimenta”, “Alma Gêmea” e “Êta Mundo Bom”. A estreia da atual, mostrou que o público, realmente, gosta deste tipo de trama: foi a maior estreia nesta década com 21,4 pontos de média e 23,4 de pico… este número pode ser revisto amanhã, quando sairá a audiência oficial.

“Êta Mundo Melhor” é a continuação de “Êta Mundo Bom”, conta as aventuras de Candinho e Policarpo. Por mais que Walcyr negue que a trama seja uma continuação, ela, de fato, é, trazendo às telas, os mesmos elementos da trama de 2016. Por outro lado, a novela pode ser uma espécie de releitura, uma vez que estão presentes, o mesmo roteiro da trama anterior. Se em 2016, o protagonista procurava a mãe, em 2025, ele procurará o filho. Para tanto, ele contará com a ajuda de um professor (Nanini em 2016 e Luis Miranda em 2025), junto a uma criança esperta (Pirulito em 2016 e Picolé em 2025). Nesta versão, ele se apaixonará por Dita, personagem coadjuvante em 2016, que voltou como protagonista e que roubará o coração do nosso herói.

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Candinho e Samir em Êta Mundo Melhor!
Candinho e Samir em Êta Mundo Melhor! Foto: Divulgação/Globo

Celso, por exemplo, teve um arco dramático encerrado em 2016, era um vilão que se redimia ao se apaixonar por Maria. Essa história, portanto, estaria encerrada. Para justificar seu retorno, Maria morrerá e o mesmo retornará às suas maldades, para colocar as mãos na fortuna de titia, agora de Candinho. Para tanto, o arco se repete: dessa vez é o amor por Estela, personagem de Larissa Manoela, que fará com que ele busque, novamente, a redenção.

A estreia, apesar de corrida, tratou de explicar a morte de personagens centrais, para justificar o fato destes atores não aceitarem ou não terem sido escalados para essa versão. A trama, tida como positivista, por enquanto está numa total depressão.

Sérgio Guizé, sempre ótimo em cena, conseguiu reencontrar o tom exato de seu protagonista. Rainer Cadete, por sua vez, precisa buscar o tom de seu personagem. Eriberto Leão, o vilão que havia morrido, mas que sobreviveu, ainda está com os trejeitos de seu último vilão de “Mania de Você”. Larissa Manoela pode render mais, resta saber se ela conseguirá se afastar da protagonista de “Além da Ilusão”.

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Com exceção de “O Cravo e a Rosa” e “A Padroeira”, todas as outras três novelas das seis de Walcyr teve direção de Jorge Fernando, que tinha uma ótima leitura do texto de Carrasco, que usa e abusa das repetições. Amora Mautner tem uma direção mais rebuscada, que parece não casar com o que o texto pede.

Walcyr Carrasco, por sua vez, só escreveu os trinta primeiros capítulos da novela e já passou o bastão para Mauro Wilson, que assumirá a trama sozinho até o fim, previsto, apenas, para fevereiro de 2026. Walcyr saiu para escrever a próxima novela das 5 e da Globoplay e, também, para escrever a novela das que estreará após “Três Graças”, em junho do próximo ano.

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