Resumo da Notícia
Sempre que “A Viagem” retorna à programação da Globo, o personagem Adonay, conhecido como o Mascarado, volta a despertar curiosidade do público. Interpretado por Breno Moroni, o enigmático personagem da novela de Ivani Ribeiro marcou gerações e segue chamando atenção na sétima reexibição da trama no “Vale a Pena Ver de Novo”.
Longe da televisão desde 2005, Breno acumulou passagens por novelas como “Uga Uga”, “O Clone” e “Chocolate com Pimenta”. Em entrevista ao Jornal Midiamax, o ator abriu o coração ao relembrar os bastidores de “A Viagem” e revelou detalhes inusitados de sua atuação.
“Era como se eu estivesse incorporado”
Breno destacou o clima diferente das gravações, marcado pela espiritualidade:
“Foi um momento mágico, as gravações eram diferentes das outras novelas que participei. Tinha um astral kardecista no elenco, nos técnicos, no ambiente, que as outras novelas não têm”, afirmou.
O ator contou que, muitas vezes, não se lembrava de cenas gravadas:
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“A personagem ficava em volta e tomava conta, os atores viraram meio médiuns. Então, eu realmente não me lembro. Me pergunto: ‘Ué eu fiz essa cena?’. […] Tinha uma coisa de incorporação, assim como os médiuns entram em transe e, quando saem desse estado, não lembram de nada”.
Reconhecimento até hoje
Mesmo após 31 anos da estreia original, Breno segue lembrado pelo papel:
“Sou procurado quase todos os dias na internet. As pessoas me acham, perguntam ‘É você mesmo?’, e eu tenho que comprovar que sou eu”.
Apesar da popularidade, ele admitiu nunca ter visto a novela por inteiro:
“A novela inteira não, apenas pedaços. Na época, saíamos do Projac no horário que passava. […] Também tem uma coisa do ator: não gosto de me ver na tela”.
A criação do Mascarado e a ideia da mímica
Originalmente, Adonay teria falas, mas Breno sugeriu que o personagem se expressasse apenas por gestos:
“Eu introduzi técnicas que não se usam em televisão. Muitas coisas acrobáticas, malabarísticas, podia dançar… Acho que acrescentei muito como ator”.
Segundo ele, a escalação ocorreu de última hora:
“Dois atores antes de mim não aceitaram o papel porque acharam pequeno demais e porque era de máscara, ninguém iria reconhecer. […] Eu fui chamado numa sexta para gravar na segunda. A atriz Mara Manzan era minha amiga e me indicou para o Wolf Maya”.
Final alternativo nunca exibido
O ator revelou que também sugeriu uma versão diferente para o desfecho de Adonay:
“Minha sugestão era que usássemos um chroma key no meu rosto. Achei que deveríamos pintar meu rosto de azul ou verde e, quando eu tirasse a máscara, aparecesse um céu, nuvens. […] Seria um final melhor, porque as pessoas não gostam do desfecho do personagem, sempre reclamam”.
Para Breno, o mistério deveria ser mantido até o fim:
“Quem era esse mascarado? Um espírito. Essa era apenas uma das sugestões, a minha preferida, de que o Adonay seria um espírito”.
