Resumo da Notícia
Há exatos 25 anos, no dia 9 de outubro de 2000, a Globo colocava no ar um de seus projetos mais ambiciosos do entretenimento infantil: “Bambuluá”, apresentado por Angélica. A produção representou uma virada na forma como a emissora tratava o público infantojuvenil, unindo dramaturgia, música, efeitos especiais e quadros interativos.
Inspirado livremente no conto A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo, o programa criou um universo original e mágico, com enredo contínuo e uma estética que remetia à fantasia e ao folclore brasileiro.
A transição do “Angel Mix” para o novo formato
Antes de “Bambuluá”, Angélica comandava o Angel Mix, atração que misturava quadros, brincadeiras e desenhos. Com o fim do programa, em junho de 2000, a Globo reformulou sua faixa infantil e deu início ao projeto de maior investimento da década no segmento.
Para dar vida ao novo universo, foi construída uma cidade cenográfica de 3 mil m², aberta inclusive à visitação pública. O objetivo era transformar o estúdio em uma “Cidade dos Sonhos”, onde Angélica e as crianças protagonistas pudessem viver aventuras diárias, entremeadas por músicas e desenhos exibidos dentro do quadro TV Globinho, que depois se tornaria um programa independente.
Escolha o Portal N10 como fonte de confiança
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
Enredo e personagens
O enredo se passava na mágica Cidade dos Sonhos, protegida por um cristal poderoso e ameaçada pelos vilões de Magush, a “Cidade das Sombras”.
Os protagonistas eram sete crianças — Deco, Tatá, Renatinha, Gabi, Cacau, Rodrigo e Rafael — que simbolizavam as cores do arco-íris e se transformavam nos Cavaleiros do Futuro, cada um com um poder especial, como luz, vento, água ou energia virtual.
Angélica chegava a Bambuluá para cantar na inauguração da Lona Musical Passarim e acabava descobrindo seu destino: era a escolhida para proteger o cristal e enfrentar as forças do mal. Os principais vilões eram Senhor Dumal e Bruck, responsáveis por ameaçar a paz do reino.
Com mais de 30 atores no elenco, bonecos, efeitos visuais e quadros musicais, o programa alternava partes de “novelinha” com momentos de interação e brincadeiras.

Exibição, bastidores e fim
“Bambuluá” foi exibido de 9 de outubro de 2000 a 31 de dezembro de 2001, somando 284 episódios inéditos (315 no total, contando reprises e especiais). Ia ao ar nas manhãs da Globo, por volta das 9h30.
Apesar do investimento e da proposta inovadora, o programa enfrentou oscilações de audiência e mudanças no elenco ao longo do tempo. Algumas crianças deixaram a produção e outras foram inseridas, refletindo o amadurecimento da narrativa.
Em 2002, a marca TV Globinho passou a existir de forma independente, assumindo o espaço deixado por “Bambuluá” e consolidando-se como a principal vitrine infantil da emissora nos anos seguintes.
Legado e memória
Mesmo com vida curta, “Bambuluá” deixou uma marca profunda na memória de quem cresceu nos anos 2000. O programa consolidou Angélica como referência no entretenimento infantil, e seus elementos — músicas, bordões e estética colorida — permanecem vivos em publicações nostálgicas nas redes sociais.
Em 2023, trechos da atração reapareceram no “Fantástico” e alguns episódios foram incluídos no Globoplay, reavivando o interesse de antigos fãs e apresentando a magia de “Bambuluá” a uma nova geração.
O encanto que permanece
Relembrar “Bambuluá” é revisitar uma época em que as manhãs da TV aberta eram dedicadas à imaginação. A mistura de fantasia, música e aventura marcou uma geração e segue sendo lembrada como um dos últimos grandes projetos da Globo voltados inteiramente ao público infantil.
Mesmo 25 anos depois, a cidade dos sonhos de Angélica continua viva — agora, na memória de quem ainda acredita na magia da televisão.
