Frankenstein é sobre Inteligência Artificial? Guillermo Del Toro fala de relação com IA

Diretor esclarece que seu novo filme não é metáfora para a tecnologia, mas sim uma reflexão sobre a humanidade em tempos polarizados.
“Frankenstein”, de Guillermo del Toro, ganha data de estreia
“Frankenstein”, de Guillermo del Toro, ganha data de estreia. Foto: Divulgação/Netflix

Resumo da Notícia

  • Novo filme Frankenstein de Guillermo Del Toro levanta debate sobre Inteligência Artificial.
  • Críticos apontaram a obra como metáfora para a IA.
  • Diretor negou qualquer relação e explicou seu verdadeiro objetivo.
  • Para Del Toro, o foco está na humanidade em tempos polarizados.
  • Filme foi ovacionado no Festival de Veneza.
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Desde que Frankenstein, novo filme de Guillermo Del Toro, começou a ganhar destaque no circuito internacional, surgiram teorias de que a obra seria uma alegoria sobre a Inteligência Artificial. Com o tema dominando debates atuais no cinema e na sociedade, muitos críticos levantaram a hipótese de que a criatura clássica de Mary Shelley serviria como metáfora para os avanços tecnológicos e os riscos da IA.

A resposta de Del Toro

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No entanto, o cineasta foi categórico ao negar essa leitura. Durante entrevista concedida pouco antes da calorosa recepção de Frankenstein no Festival de Veneza, Del Toro explicou que nunca pensou no filme como um comentário direto sobre Inteligência Artificial:

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“Não deve ser entendido como uma metáfora para isso. Obviamente vivemos em tempos aterradores e intimidadores. E não há desafio mais urgente do que continuar sendo capazes, nestes tempos em que tudo é polarizado, de compreender a nossa humanidade. O filme tenta nos mostrar personagens imperfeitos e explicar o direito que temos de continuar tentando compreender uns aos outros, mesmo nas circunstâncias mais opressivas.”

A visão do diretor

Para Del Toro, a essência de Frankenstein continua sendo a exploração da natureza humana — suas fragilidades, contradições e a busca por empatia em meio às adversidades. Embora a discussão sobre Inteligência Artificial esteja em alta, o diretor reforça que sua obra não pretende se alinhar a essa narrativa, mas sim oferecer uma reflexão mais ampla sobre o que significa ser humano em tempos de incerteza.

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