Resumo da Notícia
A Globo estreou, em suas redes, uma de suas apostas para os próximos anos: telenovela vertical. Resumindo: novelas com capítulos curtos, feitas, exclusivamente, para as redes sociais.
A função da novela é se comunicar, diretamente, com a nova geração, que consome muito a internet e que gosta de informações rápidas, sem qualquer enrolação, diferentemente do que ocorre com as novelas tradicionais, com capítulos de 1 hora e que ficam 8 meses no ar.
E é, exatamente, por isso, que não se deve esperar muito de “Tudo por uma Segunda Chance”. A novela, praticamente, é centrada o núcleo principal, com poucos núcleos paralelos, e com um texto, absolutamente, raso. E isso é ruim? A meu ver não. As novelas verticais podem ocupar um posto que “Malhação” já ocupou em quase 25 anos: de revelar novos talentos.
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Os primeiros capítulos da novela, embora com atores conhecidos, deixou tudo isso muito claro: o texto é didático, as interpretações são meio over, o público mal teve tempo de comprar a história das personagens. Tudo acontece numa velocidade astronômica. E vários cortes foram feitos para viralizar nas redes sociais.
E é claro que esse produto vai causar um estranhamento em quem está acostumado com as novelas tradicionais. Mas é importante que a Globo dialogue com outros públicos para continuar tentando ter alguma relevância no cenário cultural brasileiro.
Além de “Tudo por uma Segunda Chance”, a Globo está produzindo outras novelas verticais. A próxima já estreará no próximo mês, estrelada pelo cantor sertanejo Gustavo Mioto: “Cinderela e o Segredo do pobre Milionário”. As novelas terão capítulos curtos e entre 40 e 50 capítulos.
É mais uma porta que se abre para os nossos talentos.
E, quem sabe, produzindo novelas rasas para as redes sociais, a Globo deixa de produzir novelas rasas para a TV aberta! Não custa sonhar!!
