Tudo Por Uma Segunda Chance: Globo estreia nova forma de novelas no Brasil

A Globo estreia suas novelas verticais, com capítulos curtos feitos para redes sociais, buscando atrair o público jovem e revelar novos talentos.
Coluna Tudo por Uma Segunda Chance
Foto: Montagem/Reprodução

Resumo da Notícia

  • A Globo lançou sua primeira telenovela vertical, criada especialmente para redes sociais e focada em capítulos curtos. O objetivo é alcançar a nova geração que prefere conteúdos rápidos, diretos e adaptados ao consumo digital diário.
  • A novela opta por uma narrativa enxuta, com poucos núcleos e um texto propositalmente raso. Embora isso possa surpreender o público tradicional, a proposta busca rapidez, conexão imediata e potencial de viralização.
  • Assim como “Malhação” foi, por décadas, uma porta de entrada para jovens atores, as novelas verticais podem se tornar um novo laboratório da Globo. O formato favorece experimentações, revelações e linguagem mais próxima das redes.
  • Os primeiros capítulos mostram interpretações mais exageradas, diálogos didáticos e cenas aceleradas. A estética é inteiramente planejada para prender a atenção instantaneamente, funcionar no feed e gerar compartilhamentos.
  • Além de “Tudo por uma Segunda Chance”, a Globo já prepara novas novelas verticais, como “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, com Gustavo Mioto. É uma estratégia para dialogar com públicos diversos e modernizar sua presença digital.
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A Globo estreou, em suas redes, uma de suas apostas para os próximos anos: telenovela vertical. Resumindo: novelas com capítulos curtos, feitas, exclusivamente, para as redes sociais.

A função da novela é se comunicar, diretamente, com a nova geração, que consome muito a internet e que gosta de informações rápidas, sem qualquer enrolação, diferentemente do que ocorre com as novelas tradicionais, com capítulos de 1 hora e que ficam 8 meses no ar.

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E é, exatamente, por isso, que não se deve esperar muito de “Tudo por uma Segunda Chance”. A novela, praticamente, é centrada o núcleo principal, com poucos núcleos paralelos, e com um texto, absolutamente, raso. E isso é ruim? A meu ver não. As novelas verticais podem ocupar um posto que “Malhação” já ocupou em quase 25 anos: de revelar novos talentos.

Novela Tudo por Uma Segunda Chance
Foto: Reprodução

Os primeiros capítulos da novela, embora com atores conhecidos, deixou tudo isso muito claro: o texto é didático, as interpretações são meio over, o público mal teve tempo de comprar a história das personagens. Tudo acontece numa velocidade astronômica. E vários cortes foram feitos para viralizar nas redes sociais.

E é claro que esse produto vai causar um estranhamento em quem está acostumado com as novelas tradicionais. Mas é importante que a Globo dialogue com outros públicos para continuar tentando ter alguma relevância no cenário cultural brasileiro.

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Além de “Tudo por uma Segunda Chance”, a Globo está produzindo outras novelas verticais. A próxima já estreará no próximo mês, estrelada pelo cantor sertanejo Gustavo Mioto: “Cinderela e o Segredo do pobre Milionário”. As novelas terão capítulos curtos e entre 40 e 50 capítulos.

É mais uma porta que se abre para os nossos talentos.

E, quem sabe, produzindo novelas rasas para as redes sociais, a Globo deixa de produzir novelas rasas para a TV aberta! Não custa sonhar!!

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