Enfim, “Três Graças” trouxe uma novela bem estruturada

A nova novela das nove, “Três Graças”, marca o retorno de Aguinaldo Silva com uma trama envolvente, elenco afiado e direção inspirada, prometendo resgatar o brilho do horário nobre da Globo.
Opinião estreia Três Graças
Foto: Montagem/Reprodução

Resumo da Notícia

  • Depois de anos afastado, Aguinaldo Silva volta ao horário nobre com “Três Graças”, uma trama que resgata o estilo clássico de suas grandes novelas e promete devolver o prestígio às 21h da Globo.
  • O primeiro capítulo apresentou uma história emocional e bem estruturada, centrada em três gerações de mulheres fortes e humanas, vividas por Sophie Charlotte, Dira Paes e Alana Cabral, com destaque para seus dramas familiares intensos.
  • A personagem Arminda estreou com polêmicas e falas provocantes, prometendo ser uma das vilãs mais comentadas dos últimos anos, tanto pela internet quanto pela força dramática da atuação.
  • A direção de Luiz Henrique Rios resgata elementos nostálgicos das novelas dos anos 80, como o uso expressivo de zoom e enquadramentos teatrais, inspirando-se no estilo marcante de Wolf Maya.
  • Com atuações de destaque de Sophie Charlotte, Murilo Benício e Dira Paes, e uma cenografia vibrante ambientada em São Paulo, “Três Graças” mostra fôlego para se tornar o novo sucesso das nove.
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Ontem estreou, na Globo, a nova novela das 9, “Três Graças”, de Aguinaldo Silva, autor que escreveu os maiores sucessos da teledramaturgia, como “Roque Santeiro”, “Tieta”, “Pedra sobre Pedra”, “Vale Tudo”, “A Indomada” e “Senhora do Destino”. O escritor tem a dura missão de fazer o público esquecer os dois maiores micos do horário: “Mania de Você” e a nova versão de “Vale Tudo”.

E, a julgar pela estreia, tem tudo para conseguir!

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Joélly, Gerluce e Lígia protagonizam Três Graças
Joélly, Gerluce e Lígia protagonizam Três Graças. Foto: Divulgação/Globo

A estreia da novela mostrou uma trama muito estruturada, fazendo com que o público se identificasse com as protagonistas: a batalhadora Gerluce Maria das Graças, que cuida de sua mãe doente, Ligia Maria das Graças e que está em apuros com a gravidez, na adolescência, de sua filha, Joelly Maria das Graças, que, ao que parece, irá seguir o mesmo destino da mãe e da avó.

A trama das protagonistas foi muito bem apresentada e muito bem construída. Na outra ponta, a vilã Arminda, criada para viralizar na internet, ofendeu várias minorias, o que poderá fazer com que se torne a vilã mais comentada dos últimos anos.

A direção de Luiz Henrique Rios, foi outro grande acerto. Ao que parece, o diretor se baseou na direção de Wolf Maya, que dirigiu várias tramas de sucesso do Aguinaldo Silva. A direção apostou em muito zoom, como acontecia nas telenovelas dos anos 80.

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A cenografia da novela é mais bonita do que a de “Vale Tudo”, o telão que fica no vidro do cenário da empresa de Ferrete, ao menos, tem movimentação. A de Odete, era estático.

A ambientação em São Paulo foi outro grande acerto. A última trama ambientada, no horário das 9, completamente na capital paulista foi “A Dona do Pedaço” de 2019.

Gerluce em Três Graças
Gerluce em Três Graças. Foto: Reprodução/Globo

Sophie Charlotte foi o grande destaque da estreia, defendendo, muito bem, a sua protagonista. Dira Paes, apesar de poucas cenas, parece que fará outro grande trabalho. Alana Cabral também não fez feio. Murilo Benício é sempre uma grata surpresa. E Arlete Salles parece que, enfim, apagará a trajetória de “Família é Tudo”.

Agora é torcer para que Aguinaldo consiga manter o mesmo ritmo da novela. Apesar de escrever grandes sucessos, ele também já escreveu fracassos de audiência ou de crítica como “Suave Veneno”, “Duas Caras”, “Fina Estampa” e “O Sétimo Guardião”.

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