Resumo da Notícia
Ontem fora exibida a cena mais aguardada de “Vale Tudo”: a morte de Odete Roitman. Existia uma expectativa muito grande, por parte da Globo, na audiência deste capítulo, uma vez que, o assassinato da vilã, na versão de 1988, parou o país e este famoso “quem matou” ecoa no imaginário do público há quase 40 anos.
Com uma divulgação intensa, nas redes sociais, e até mesmo nos programas da casa, a Globo conseguiu ultrapassar a tão sonhada meta dos 30 pontos. O capítulo de ontem rendeu, para a emissora, 31 pontos de audiência, números que não eram vistos, numa novela das 9, há alguns anos.

Além de monopolizar a audiência da TV aberta, o capítulo de ontem, foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. O Brasil, dentro de sua nova realidade, parou para acompanhar a morte da vilã da novela das 9. O acontecido, demonstra o poder que a telenovela ainda tem na vida dos brasileiros.
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Especula-se, ainda, que a Globo tenha faturado, apenas neste capítulo, a cifra de 200 milhões de reais, número correspondente ao faturamento anual da Rede TV. Aliás, “Vale Tudo” é a novela de maior faturamento da história da Rede Globo. Os intervalos dos capítulos de ontem estavam lotados de anunciantes.
Ao que parece, “Vale Tudo” segue a nova premissa da Globo: “Fale bem, ou fale mal, mas falem de mim”. Como já fora dito outras vezes, o texto da novela é pobre. A trama é cheia de furos. Não há qualquer impacto nos capítulos. A premissa da novela, foi jogada fora. Mas a trama cumpre o seu papel de entreter. Todos os dias, está nos assuntos mais comentados do país. Desde “Pantanal”, nenhuma outra novela caiu na boca do público.
Mesmo sendo criticada de todos os lados, Manuela Dias parece estar blindada na Globo. Chega a ser possível imaginar que partiu da direção da Globo que a autora escrevesse tantos absurdos, desrespeitando a obra original.
Como já foi dito aqui, a sinopse de “Vale Tudo” é atemporal. A novelista não precisava ter modificado tanto a espinha dorsal da trama. Eram necessários alguns ajustes, diante da evolução da sociedade? Sim, eram, pois entre uma trama e outra são quase 40 anos de diferença. Mas não era necessário transformar a atual versão numa sátira de mal gosto da versão anterior.
De fato, como disse o viúvo de Gilberto Braga, Manuela Dias não tinha, e não tem, intimidade e lastro com o texto de Gilberto Braga.
É certo que, com o poder que o público tem, com o controle remoto, com a segunda tela, o texto rebuscado de 1988, poderia não chamar a atenção do público atual, que deseja, apenas e tão somente, consumir produtos mastigados. É uma pena. O remake de “Vale Tudo”, escrito por um grande autor, caberia muito bem para a Globoplay e Globoplay Novelas. Teria sido mais respeitoso com a obra e a memória de Gilberto Braga.
