Resumo da Notícia
No dia 1º de outubro de 2001, a Globo exibiu o primeiro capítulo de O Clone, novela de Glória Perez dirigida por Jayme Monjardim. A trama foi um divisor de águas na teledramaturgia, ao misturar romance clássico com debates atuais da época, como clonagem humana, dependência química e choque cultural entre Brasil e mundo muçulmano. Com gravações no Marrocos e estética diferenciada, a produção se consolidou como fenômeno de audiência, comportamento e exportação.
A estreia e a trama central
O Clone estreou em 1º de outubro de 2001 e contou com 221 capítulos, exibidos até junho de 2002. A história de Jade (Giovanna Antonelli) e Lucas (Murilo Benício), dividida entre o amor e as tradições do Islã, conquistou o público. O drama da clonagem, conduzido pelo cientista Albieri (Juca de Oliveira), e a luta contra as drogas vivida por Mel (Débora Falabella) trouxeram discussões inéditas para a TV aberta.
Produção inovadora
Parte da novela foi gravada no Marrocos, em cidades como Marrakech e Fès, enquanto os estúdios da Globo reproduziram com riqueza de detalhes a estética da cultura árabe. A ambientação, somada à trilha sonora marcante, fez com que moda, acessórios e a dança do ventre se tornassem febre no Brasil do início dos anos 2000.
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Além da estética, a novela também gerou debate social. O tema da dependência química mobilizou discussões em famílias, escolas e órgãos de saúde, sendo até hoje lembrado como um dos retratos mais fortes da televisão sobre o assunto.

Audiência e repercussão
Logo em sua estreia, O Clone conquistou índices elevados de audiência. O sucesso se repetiu em suas diversas reprises no Vale a Pena Ver de Novo, no canal Viva e em sua disponibilização no Globoplay. Exportada para dezenas de países, a novela também levou a cultura brasileira e árabe a um público internacional.
Legado 24 anos depois
Mais de duas décadas após sua estreia, O Clone permanece atual. A trama segue sendo estudada em cursos de comunicação e teledramaturgia e continua no imaginário popular com bordões, figurinos e personagens inesquecíveis. A novela provou que a TV pode entreter e, ao mesmo tempo, provocar reflexão sobre ciência, comportamento e sociedade.
