Novo ‘Jurassic World’ divide opiniões com acusações de apelo comercial excessivo

Embora conte com qualidades notáveis, como a direção de Gareth Edwards e efeitos visuais impressionantes, Jurassic World: Recomeço enfrenta a acusação de ser um mero produto para gerar lucro
Scarlett Johansson, Jonathan Bailey no trailer de 'Jurassic World Recomeço'
Scarlett Johansson, Jonathan Bailey no trailer de 'Jurassic World Recomeço'. Foto: Divulgação
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A franquia Jurassic Park, conhecida por sua inovação no uso de dinossauros e por ser uma das mais lucrativas de todos os tempos, está no centro de debates com o lançamento de Jurassic World: Recomeço. Apesar de registrar a pior estreia entre os filmes da saga Jurassic World, o longa ainda figura entre as maiores aberturas de 2025.

A recepção do filme tem sido mista, com críticas direcionadas ao roteiro e uma avaliação morna do público, que concedeu um CinemaScore “B”. Embora conte com qualidades notáveis, como a direção de Gareth Edwards e efeitos visuais impressionantes, Jurassic World: Recomeço enfrenta a acusação de ser um mero produto para gerar lucro.

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Seja pelo uso excessivo de *product placement* ou pela exploração de dinossauros com o único propósito de vender brinquedos, o filme parece mais motivado por margens de lucro do que qualquer outro lançamento importante dos últimos anos.

O Abuso de Product Placement em Jurassic World: Recomeço

Jonathan Bailey em Jurassic World: Recomeço
Jonathan Bailey em Jurassic World: Recomeço. Foto: Universal Pictures

Enquanto muitos filmes conseguem disfarçar o *product placement* de maneira sutil, Jurassic World: Recomeço se junta a exemplos como *Power Rangers* (2017) como um dos piores casos de inserção de produtos na tela. Um dos momentos mais flagrantes ocorre logo no início, quando uma embalagem de Snickers inexplicavelmente causa o desligamento de toda uma instalação de pesquisa de dinossauros. Além da preguiça criativa, a ideia de que um simples invólucro de doce possa causar tanto dano a um centro de pesquisa de alta tecnologia é um dos piores recursos narrativos em um *blockbuster* moderno.

Outro exemplo gritante surge durante uma tensa sequência em um posto de gasolina, que remete à icônica cena da cozinha no primeiro Jurassic Park. O que deveria ser um momento de suspense é inundado com publicidade explícita. Das diversas embalagens de batatas fritas Lays a um grande cartaz da Dr. Pepper, é lamentável que uma franquia tão amada recorra a táticas tão simplórias.

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Além do *product placement*, o filme também é criticado por utilizar dinossauros como ferramenta para impulsionar a venda de brinquedos. A presença de um filhote de Aquilops, que acompanha a personagem Isabella (Audrina Miranda), é vista como uma estratégia para mostrar o lado “fofo” dos dinossauros. Essa abordagem coincide com o recente lançamento de um conjunto de Lego do Aquilops, como parte da promoção do filme. Apesar da diversidade de tamanhos de dinossauros ser interessante, utilizá-los como ferramenta de marketing é questionável.

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