A Noiva! divide a crítica: filme com Maggie Gyllenhaal estreia com aprovação morna e avaliações duras

Produção de US$ 100 milhões da Warner Bros. registra 60% no Rotten Tomatoes e enfrenta acusações de narrativa confusa e excesso de discurso político
Filme A Noiva!
Filme A Noiva! Foto: Divulgação

Resumo da Notícia

  • O filme 'A Noiva!', dirigido e estrelado por Maggie Gyllenhaal, estreou com aprovação dividida da crítica.
  • Recebeu 60% no Rotten Tomatoes e 55 pontos no Metacritic, indicando recepção morna a levemente negativa.
  • Críticos como IndieWire, The Telegraph e New York Post fizeram avaliações duras, questionando a mensagem e a qualidade artística.
  • Alguns veículos, como The Guardian e TheWrap, tiveram análises mais favoráveis, elogiando a estética e a releitura de 'A Noiva de Frankenstein'.
  • Atuações de Jessie Buckley, Peter Sarsgaard e Penélope Cruz também dividiram opiniões. A recepção morna pode impactar a bilheteria, mas a controvérsia pode gerar curiosidade do público.
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O embargo das críticas de A Noiva! foi oficialmente suspenso — e o cenário não é exatamente favorável para a superprodução da Warner Bros. Avaliado em cerca de US$ 100 milhões, o longa dirigido e estrelado por Maggie Gyllenhaal estreou com 60% de aprovação no Rotten Tomatoes e 55 pontos no Metacritic, números que indicam recepção crítica dividida, com leve inclinação negativa.

Após forte repercussão inicial nas redes sociais, a expectativa era de um consenso mais entusiasmado da imprensa especializada. No entanto, as análises oficiais revelam um panorama mais complexo — e, em muitos casos, bastante crítico.

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O que dizem as críticas de A Noiva?

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A avaliação da imprensa tem sido marcada por opiniões contundentes. A IndieWire publicou uma das análises mais duras, classificando o filme como:

“Uma obra feminista ‘woke’ ao estilo de ‘Coringa’ — com toques punk rock — que parece presa entre 2017 e 2020, uma história de opressão feminina que parece curiosamente fora de sintonia com a realidade, apesar de se apresentar como um filme contemporâneo.”

Já o jornal britânico The Telegraph afirmou:

“Não se pode simplesmente esconder arte ruim sob uma mensagem política.”

Nos Estados Unidos, Johnny Oleksinski, crítico do New York Post, foi ainda mais incisivo:

“Um dos piores filmes que já tive o desprazer de assistir nesta indústria.”


Há avaliações positivas?

Apesar do tom predominantemente crítico, parte da imprensa demonstrou apreço pela proposta estética e pelas atuações. Veículos como The Guardian, TheWrap e Screen International apresentaram análises mais favoráveis, destacando a ousadia visual e a tentativa de releitura moderna da clássica figura inspirada em A Noiva de Frankenstein.

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Ainda assim, o consenso geral aponta para uma obra irregular.


Atuação e escolhas criativas entram na mira

Alguns críticos chegaram a sugerir que a performance de Jessie Buckley poderia ser lembrada negativamente na temporada de premiações, com menções irônicas ao Framboesa de Ouro.

O site especializado World of Reel publicou uma análise severa:

“Este é um filme muito estranho, com um enredo tão fragmentado que não consigo explicá-lo completamente, e não podemos esquecer a subtrama sobre dois detetives de Chicago (Peter Sarsgaard e Penélope Cruz) que beira a paródia. Quem achou que seria uma boa ideia escalar Penélope Cruz como uma detetive de Chicago dos anos 1930?”

No elenco, destacam-se ainda Peter Sarsgaard e Penélope Cruz, cujos personagens também dividiram opiniões.


Como interpretar as notas do Rotten Tomatoes e Metacritic?

Para o leitor que busca entender o impacto dessas avaliações:

  • 60% no Rotten Tomatoes indica que a maioria das críticas é positiva, mas por margem apertada — geralmente classificando o filme como “regular”.
  • 55 no Metacritic sugere avaliações mistas, com tendência a críticas medianas.

Em termos práticos, isso significa que A Noiva! não foi rejeitado de forma unânime, mas também não conquistou aclamação crítica consistente.


O que isso pode significar para a bilheteria?

Filmes de gênero com forte identidade autoral frequentemente dividem a crítica. A recepção morna pode impactar o desempenho de longo prazo, especialmente considerando o alto orçamento.

Por outro lado, a controvérsia pode alimentar curiosidade do público — sobretudo entre espectadores interessados em releituras contemporâneas de clássicos do terror.

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